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PROBRASIL DEBATE SOBRE ANCESTRALIDADE E EDUCAÇÃO NO X CAFÉ FILOSÓFICO

 

(Da direita para a esquerda: Coordenadora de Ação Educacional do CEU Parelheiros, Vania Camila; Gestora do CEU Parelheiros, Viviane Ramos;Sarcedote de Candomblé e fundador do Asé Ylê do Hozoouane, Luiz Antônio Katulemburange; Presidente da ProBrasil, Uwe Felipe Weibrecht; Aluno convidado; Lhosana Céres de Miranda Tavares, pesquisadora e doutoranda em educação no programa de pós-graduação da Universidade do Piauí; William Figueiredo, coordenador de projetos culturais da unidade escolar CEU Parelheiros; Willis Santiago Guerra Filho, professor e doutor do programa de estudos de pós-graduação em direito pela PUC; Empresário Marcelo da empresa Mansão Fato; poetisa Cinthya – Kimani)

Evento reuniu pesquisadores e especialista de diversas áreas para discutir o assunto e falar também sobre a Cultura afro-brasileira e suas raízes religiosas

A ProBrasil, em decorrência à Década Internacional de Afrodescendentes 2015-2024, proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU), preparou uma série de debates sobre temas que envolvem  Ancestralidade e Educação, com o intuito de mostrar a importância da disseminação e do reconhecimento da cultura afro-brasileira, já que mais de 50% da população residente do distrito de Parelheiros, onde está localizada a sede da associação, é negra.

O primeiro bloco teve início pela manhã, com a abertura feita pelo presidente da ProBrasil – Uwe Felipe Weibrecht – e seguiu com atividades e apresentações do grupo de Percussão e Capoeira da associação, poesia cantada pela poetisa Cinthya – conhecida como Kimani – e, em seguida, a roda de conversa sobre Ancestralidade e Educação com os convidados especiais: Lhosana Céres de Miranda Tavares, pesquisadora e doutoranda em educação no programa de pós-graduação da Universidade do Piauí; William Figueiredo, coordenador de projetos culturais da unidade escolar CEU Parelheiros; Willis Santiago Guerra Filho, professor e doutor do programa de estudos de pós-graduação em direito pela PUC.


 

 

 

 

Ao longo de seus discursos, os palestrantes, enquanto educadores, mencionaram as dificuldades em promover algumas religiões, como as de raízes africanas, e em manter o tema ancestralidade dentro da sala de aula. Seguindo o debate, Willis Santiago também comentou sobre a importância de preservar as culturas antepassadas dentro das escolas e recomendou a leitura do livro do antropólogo Ordep Serra “Os olhos negros do Brasil”.

Durante o evento, o presidente da ProBrasil, Uwe Felipe Weibrecht, agradeceu a todos os participantes e envolvidos na organização do evento: Prefeito Regional Parelheiros, Adailson de Oliveira; Assessora do Deputado Federal Alexandre Leite, Vivian Vieira Santos; Diretora Regional de Educação, Carolina Droga; Capitão Comandante da Polícia Militar da 1 Cia Rabelo; Inspetor Ricardo Silva da Guarda Civil (GCM) Metropolitana; Gestora do CEU Parelheiros, Viviane Ramos; Coordenadora de Ação Educacional do CEU Parelheiros, Vania Camila; Coordenadora do Centro da Cidadania da Mulher (CCM), Denise Moreira; Representantes do Centro de Referência da Assistência Social Parelheiros (CRAS); Representantes do Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG); Representante da CooperCral Vargem Grande, Paulo Renato; Sarcedote de Candomblé e fundador do Asé Ylê do Hozoouane, Luiz Antônio Katulemburange; Empresário Marcelo da empresa Mansão Fato; em especial aos colaboradores da ProBrasil Odair Andrade e Romaria Sampaio, que foram os articuladores do evento, e a todos os palestrantes convidados já mencionados no texto.

No segundo período, a ProBrasil, em parceria com o Centro Educacional Unificado (CEU Parelheiros), que cedeu o espaço, promoveu a abertura da Exposição Xirè dos Orixás – Roupa de Santo, a qual faz parte da pesquisa no PPGANT da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em que expõe 20 bonecas e bonecos vestidos com roupas de baiana, sacerdote, ração feminina e masculina e com vestes que representam os Orixás mais cultuados no Brasil.

De acordo com a organizadora, Lhosana Céres, convidada especial do presidente Uwe Felipe Weibrecht, o desejo de expor a forma e como se vestem os Orixás surgiu por conta da falta de conhecimento e o grande preconceito com as religiões de raízes africanas. “Eu, como educadora, não aceitava que meus alunos e as pessoas não pudessem falar das suas crenças e serem respeitados como os demais praticantes de outras religiões”, explica a pesquisadora, também professora dos cursos de moda e designer e técnico em vestuário no estado de Piauí.

O encerramento da Exposição ocorreu por volta das 22h e após o término foi servido um café para todos os presentes.

(Galeria de fotos do X Café Filosófico e da Exposição Xirè dos Orixás)